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Confinamento_rendimento_carcaca

Como aumentar o rendimento de carcaça de bovinos confinados

Com o crescimento da população mundial e o aumento da renda dos trabalhadores, teremos maior demanda por proteína animal... Leia mais

05/09/2018 | Autor: Alex Arceli Ortelan, Gerente Técnico de Confinamento/Sudeste, e Marcelo da Rocha Brando, Assistente Técnico Comercial

 

17/01/2018 | Autores: Sergio De Zen, Thiago Bernardino de Carvalho, Mariane Crespolini e Marianne Tufani

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A bovinocultura de corte apresenta inúmeros desafios e tem passado por mudanças significativas, com ganhos expressivos em produtividade. Alguns riscos, se analisados ao longo do tempo, podem ser minimizados quando identificado um comportamento comum na série de dados. Analisar o comportamento sazonal  dos  preços, a partir de dados diários, é uma das estratégias para a tomada de decisões do pecuarista e o planejamento de sua produção. Essa observação pode ser útil na hora da compra de insumos e, também, na venda dos animais.

No caso do boi gordo, em relação aos preços médios reais deflacionados pelo IGP-DI de set/2017, verificou-se que maio é o mês que tende a apresentar os menores preços da arroba na série histórica do Cepea para as regiões de São Paulo, iniciada em 1997. A diferença entre os mínimos e máximos anuais, com base na série do Cepea, fica entre 7,49% e 7,60% para as praças que integram Araçatuba, Bauru/Marília, São José do Rio Preto e Presidente Prudente. Já para o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do Boi Gordo, a variação é de 7,67%, conforme ilustrado na Figura 1.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

O que a Figura 1 demonstra é que, por exemplo, se o produtor está em abril com o animal pronto para abate, aguardando que o valor da arroba suba em maio, é importante que ele tenha em mente que a probabilidade de isso ocorrer é pequena em anos típicos, considerando-se as estatísticas históricas. Nesse sentido, é importante que ele saiba quanto o animal vai custar por mais um mês na propriedade, bem como o ganho de peso estimado.

Entre fevereiro e maio, a sazonalidade não só fica abaixo da linha vermelha como segue em queda.  Isso  pode ser explicado pela lei da oferta e da demanda. Conforme chega o final do período das águas, o volume de animais prontos para o abate é maior. De acordo com estimativas do Cepea, aproximadamente 90% dos animais são terminados a pasto no Brasil. Do mesmo modo, a partir de maio, a oferta de animais começa a se reduzir e o índice de sazonalidade sobe, sendo superior a 100 (a média) a partir de setembro.

 

CONFINAMENTO

Como apresentando na Figura 1, a partir de setembro, o índice supera a linha vermelha: ou seja, os preços tendem a subir, atingindo o ápice de 104,09 em novembro. Para confinadores, essa é uma informação estratégica, uma vez que os animais terminados nesse mês podem chegar aos maiores valores do ano.

Após as chuvas se regularizarem, de setembro em diante, em dois ou três meses, o volume de gado gordo a pasto passa a aumentar. A partir de novembro, o índice começa a ceder, mas mantém-se acima de 100 até janeiro e em 100 em fevereiro, caindo a partir de então.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

TRADUZINDO PARA OS PREÇOS

O índice de sazonalidade é uma ferramenta estatística. Porém, o pecuarista pode observá-lo no dia a dia. A Figura 2 ilustra a diferença dos preços médios reais, isto é, descontada a inflação, entre maio e novembro, desde 1998. Em quatro dos 19 anos, os preços em novembro foram inferiores aos de maio. Ainda assim, pouco abaixo, cerca de 4% ou 5%. Por outro lado, as altas são expressivas e alcançam 33% em 2010.

OUTRAS REGIÕES

Ao analisar o índice de sazonalidade nas 24 praças acompanhadas pelo Cepea, incluindo as quatro do estado de São Paulo, 54% delas apontam maio como o mês de menor preço, e novembro, o de maior. A sazonalidade tende a mudar conforme as características edafoclimáticas das regiões diferem da de São Paulo e, também, conforme a oferta de grãos para terminação intensiva no período da seca é maior. Quanto maior a oferta de grãos, maior tende a ser o volume de gado confinado, reduzindo a diferença entre o volume ofertado na safra e na entressafra.

ANOS ATÍPICOS

Quando há choques na cadeia, os preços podem não se comportar dessa forma, como tem ocorrido em 2017. Se não há problemas políticos ou extremos climáticos, entretanto, a sazonalidade é uma boa ferramenta para a tomada de decisão e o planejamento da produção.

 

RECADO FINAL

Pecuarista, 2017 é um dos mais desafiadores anos  para a cadeia. Além de olhar para o mercado no curto prazo, uma estratégia é compreender como os preços se comportam. A rentabilidade da sua atividade não é apenas resultado do preço de venda dos seus animais. Porém, planejar o momento de venda pode trazer melhores resultados. Além disso, intensificar sua produção também é uma forma de girar mais rapidamente seu fluxo de caixa. Compreender a sazonalidade no custo de produção também é estratégico. Para ajudá-lo a planejar seus desembolsos, esse será o tema do próximo Noticiário Tortuga. Fique ligado!

Esta análise foi realizada com os dados de boi gordo do Cepea. A base de dados é composta por informações de escritórios de compra e venda, do frigorífico e POR VOCÊ, pecuarista.

 

Sempre que vender seus animais, informe o Cepea. Não tem custo, mantemos sigilo absoluto e você ainda recebe análises como essa, gratuitamente. Para comunicar seus negócios, basta enviar uma mensagem pelo Whatsapp para o número (19) 99420-3080, dizendo “vendi meu gado e quero informar”. Entraremos em contato assim que recebermos sua mensagem.

METODOLOGIA

Estes resultados foram calculados com base no modelo de sazonalidade descrito por Hoffmann (2002), aplicado para commodities. Esse método normaliza as variações da série, diminuindo os efeitos abruptos ou atípicos de uma base de dados. Pretende-se, assim, buscar um valor matemático que expresse o comportamento de preços em período típicos, em que não há choques de oferta, nem de demanda.

 
 
 
 
 
 
 
 

17/01/2018 | Autores: Sergio De Zen, Thiago Bernardino de Carvalho, Mariane Crespolini e Marianne Tufani

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A bovinocultura de corte apresenta inúmeros desafios e tem passado por mudanças significativas, com ganhos expressivos em produtividade. Alguns riscos, se analisados ao longo do tempo, podem ser minimizados quando identificado um comportamento comum na série de dados. Analisar o comportamento sazonal  dos  preços, a partir de dados diários, é uma das estratégias para a tomada de decisões do pecuarista e o planejamento de sua produção. Essa observação pode ser útil na hora da compra de insumos e, também, na venda dos animais.

No caso do boi gordo, em relação aos preços médios reais deflacionados pelo IGP-DI de set/2017, verificou-se que maio é o mês que tende a apresentar os menores preços da arroba na série histórica do Cepea para as regiões de São Paulo, iniciada em 1997. A diferença entre os mínimos e máximos anuais, com base na série do Cepea, fica entre 7,49% e 7,60% para as praças que integram Araçatuba, Bauru/Marília, São José do Rio Preto e Presidente Prudente. Já para o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do Boi Gordo, a variação é de 7,67%, conforme ilustrado na Figura 1.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

O que a Figura 1 demonstra é que, por exemplo, se o produtor está em abril com o animal pronto para abate, aguardando que o valor da arroba suba em maio, é importante que ele tenha em mente que a probabilidade de isso ocorrer é pequena em anos típicos, considerando-se as estatísticas históricas. Nesse sentido, é importante que ele saiba quanto o animal vai custar por mais um mês na propriedade, bem como o ganho de peso estimado.

Entre fevereiro e maio, a sazonalidade não só fica abaixo da linha vermelha como segue em queda.  Isso  pode ser explicado pela lei da oferta e da demanda. Conforme chega o final do período das águas, o volume de animais prontos para o abate é maior. De acordo com estimativas do Cepea, aproximadamente 90% dos animais são terminados a pasto no Brasil. Do mesmo modo, a partir de maio, a oferta de animais começa a se reduzir e o índice de sazonalidade sobe, sendo superior a 100 (a média) a partir de setembro.

 

CONFINAMENTO

Como apresentando na Figura 1, a partir de setembro, o índice supera a linha vermelha: ou seja, os preços tendem a subir, atingindo o ápice de 104,09 em novembro. Para confinadores, essa é uma informação estratégica, uma vez que os animais terminados nesse mês podem chegar aos maiores valores do ano.

Após as chuvas se regularizarem, de setembro em diante, em dois ou três meses, o volume de gado gordo a pasto passa a aumentar. A partir de novembro, o índice começa a ceder, mas mantém-se acima de 100 até janeiro e em 100 em fevereiro, caindo a partir de então.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

TRADUZINDO PARA OS PREÇOS

O índice de sazonalidade é uma ferramenta estatística. Porém, o pecuarista pode observá-lo no dia a dia. A Figura 2 ilustra a diferença dos preços médios reais, isto é, descontada a inflação, entre maio e novembro, desde 1998. Em quatro dos 19 anos, os preços em novembro foram inferiores aos de maio. Ainda assim, pouco abaixo, cerca de 4% ou 5%. Por outro lado, as altas são expressivas e alcançam 33% em 2010.

OUTRAS REGIÕES

Ao analisar o índice de sazonalidade nas 24 praças acompanhadas pelo Cepea, incluindo as quatro do estado de São Paulo, 54% delas apontam maio como o mês de menor preço, e novembro, o de maior. A sazonalidade tende a mudar conforme as características edafoclimáticas das regiões diferem da de São Paulo e, também, conforme a oferta de grãos para terminação intensiva no período da seca é maior. Quanto maior a oferta de grãos, maior tende a ser o volume de gado confinado, reduzindo a diferença entre o volume ofertado na safra e na entressafra.

ANOS ATÍPICOS

Quando há choques na cadeia, os preços podem não se comportar dessa forma, como tem ocorrido em 2017. Se não há problemas políticos ou extremos climáticos, entretanto, a sazonalidade é uma boa ferramenta para a tomada de decisão e o planejamento da produção.

 

RECADO FINAL

Pecuarista, 2017 é um dos mais desafiadores anos  para a cadeia. Além de olhar para o mercado no curto prazo, uma estratégia é compreender como os preços se comportam. A rentabilidade da sua atividade não é apenas resultado do preço de venda dos seus animais. Porém, planejar o momento de venda pode trazer melhores resultados. Além disso, intensificar sua produção também é uma forma de girar mais rapidamente seu fluxo de caixa. Compreender a sazonalidade no custo de produção também é estratégico. Para ajudá-lo a planejar seus desembolsos, esse será o tema do próximo Noticiário Tortuga. Fique ligado!

Esta análise foi realizada com os dados de boi gordo do Cepea. A base de dados é composta por informações de escritórios de compra e venda, do frigorífico e POR VOCÊ, pecuarista.

 

Sempre que vender seus animais, informe o Cepea. Não tem custo, mantemos sigilo absoluto e você ainda recebe análises como essa, gratuitamente. Para comunicar seus negócios, basta enviar uma mensagem pelo Whatsapp para o número (19) 99420-3080, dizendo “vendi meu gado e quero informar”. Entraremos em contato assim que recebermos sua mensagem.

METODOLOGIA

Estes resultados foram calculados com base no modelo de sazonalidade descrito por Hoffmann (2002), aplicado para commodities. Esse método normaliza as variações da série, diminuindo os efeitos abruptos ou atípicos de uma base de dados. Pretende-se, assim, buscar um valor matemático que expresse o comportamento de preços em período típicos, em que não há choques de oferta, nem de demanda.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Gestão campeã em gado de corte: Como ter uma fazenda rentável 

Gestão campeã em gado de corte: Como ter uma fazenda rentável
Quer ter bons resultados na produção de bovinos? Cuide bem dos sues cavalos!  
Cuide bem dos seus cavalos!
 
 

O que você deve avaliar antes de montar um confinamento de gado de corte  

 
 

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Do pasto para o confinamento: Como fazer uma adaptação eficiente  
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Como avaliar o escore corporal e melhorar a fertilidade de vacas de cria

O consumo de carne bovina de qualidade e segura depende da seleção genética dos melhores pares para acasalamento e criação de bezerros mais saudáveis para obtenção de carne melhorada... Leia mais

22/08/2018 | Autor: Marcelo Martins Guimarães - Gerente Técnico de Gado de Corte/ Centro Oeste & Norte

 

17/01/2018 | Autores: Sergio De Zen, Thiago Bernardino de Carvalho, Mariane Crespolini e Marianne Tufani

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A bovinocultura de corte apresenta inúmeros desafios e tem passado por mudanças significativas, com ganhos expressivos em produtividade. Alguns riscos, se analisados ao longo do tempo, podem ser minimizados quando identificado um comportamento comum na série de dados. Analisar o comportamento sazonal  dos  preços, a partir de dados diários, é uma das estratégias para a tomada de decisões do pecuarista e o planejamento de sua produção. Essa observação pode ser útil na hora da compra de insumos e, também, na venda dos animais.

No caso do boi gordo, em relação aos preços médios reais deflacionados pelo IGP-DI de set/2017, verificou-se que maio é o mês que tende a apresentar os menores preços da arroba na série histórica do Cepea para as regiões de São Paulo, iniciada em 1997. A diferença entre os mínimos e máximos anuais, com base na série do Cepea, fica entre 7,49% e 7,60% para as praças que integram Araçatuba, Bauru/Marília, São José do Rio Preto e Presidente Prudente. Já para o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do Boi Gordo, a variação é de 7,67%, conforme ilustrado na Figura 1.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

O que a Figura 1 demonstra é que, por exemplo, se o produtor está em abril com o animal pronto para abate, aguardando que o valor da arroba suba em maio, é importante que ele tenha em mente que a probabilidade de isso ocorrer é pequena em anos típicos, considerando-se as estatísticas históricas. Nesse sentido, é importante que ele saiba quanto o animal vai custar por mais um mês na propriedade, bem como o ganho de peso estimado.

Entre fevereiro e maio, a sazonalidade não só fica abaixo da linha vermelha como segue em queda.  Isso  pode ser explicado pela lei da oferta e da demanda. Conforme chega o final do período das águas, o volume de animais prontos para o abate é maior. De acordo com estimativas do Cepea, aproximadamente 90% dos animais são terminados a pasto no Brasil. Do mesmo modo, a partir de maio, a oferta de animais começa a se reduzir e o índice de sazonalidade sobe, sendo superior a 100 (a média) a partir de setembro.

 

CONFINAMENTO

Como apresentando na Figura 1, a partir de setembro, o índice supera a linha vermelha: ou seja, os preços tendem a subir, atingindo o ápice de 104,09 em novembro. Para confinadores, essa é uma informação estratégica, uma vez que os animais terminados nesse mês podem chegar aos maiores valores do ano.

Após as chuvas se regularizarem, de setembro em diante, em dois ou três meses, o volume de gado gordo a pasto passa a aumentar. A partir de novembro, o índice começa a ceder, mas mantém-se acima de 100 até janeiro e em 100 em fevereiro, caindo a partir de então.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

TRADUZINDO PARA OS PREÇOS

O índice de sazonalidade é uma ferramenta estatística. Porém, o pecuarista pode observá-lo no dia a dia. A Figura 2 ilustra a diferença dos preços médios reais, isto é, descontada a inflação, entre maio e novembro, desde 1998. Em quatro dos 19 anos, os preços em novembro foram inferiores aos de maio. Ainda assim, pouco abaixo, cerca de 4% ou 5%. Por outro lado, as altas são expressivas e alcançam 33% em 2010.

OUTRAS REGIÕES

Ao analisar o índice de sazonalidade nas 24 praças acompanhadas pelo Cepea, incluindo as quatro do estado de São Paulo, 54% delas apontam maio como o mês de menor preço, e novembro, o de maior. A sazonalidade tende a mudar conforme as características edafoclimáticas das regiões diferem da de São Paulo e, também, conforme a oferta de grãos para terminação intensiva no período da seca é maior. Quanto maior a oferta de grãos, maior tende a ser o volume de gado confinado, reduzindo a diferença entre o volume ofertado na safra e na entressafra.

ANOS ATÍPICOS

Quando há choques na cadeia, os preços podem não se comportar dessa forma, como tem ocorrido em 2017. Se não há problemas políticos ou extremos climáticos, entretanto, a sazonalidade é uma boa ferramenta para a tomada de decisão e o planejamento da produção.

 

RECADO FINAL

Pecuarista, 2017 é um dos mais desafiadores anos  para a cadeia. Além de olhar para o mercado no curto prazo, uma estratégia é compreender como os preços se comportam. A rentabilidade da sua atividade não é apenas resultado do preço de venda dos seus animais. Porém, planejar o momento de venda pode trazer melhores resultados. Além disso, intensificar sua produção também é uma forma de girar mais rapidamente seu fluxo de caixa. Compreender a sazonalidade no custo de produção também é estratégico. Para ajudá-lo a planejar seus desembolsos, esse será o tema do próximo Noticiário Tortuga. Fique ligado!

Esta análise foi realizada com os dados de boi gordo do Cepea. A base de dados é composta por informações de escritórios de compra e venda, do frigorífico e POR VOCÊ, pecuarista.

 

Sempre que vender seus animais, informe o Cepea. Não tem custo, mantemos sigilo absoluto e você ainda recebe análises como essa, gratuitamente. Para comunicar seus negócios, basta enviar uma mensagem pelo Whatsapp para o número (19) 99420-3080, dizendo “vendi meu gado e quero informar”. Entraremos em contato assim que recebermos sua mensagem.

METODOLOGIA

Estes resultados foram calculados com base no modelo de sazonalidade descrito por Hoffmann (2002), aplicado para commodities. Esse método normaliza as variações da série, diminuindo os efeitos abruptos ou atípicos de uma base de dados. Pretende-se, assim, buscar um valor matemático que expresse o comportamento de preços em período típicos, em que não há choques de oferta, nem de demanda.

 
 
 
 
 
 
 
 

17/01/2018 | Autores: Sergio De Zen, Thiago Bernardino de Carvalho, Mariane Crespolini e Marianne Tufani

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A bovinocultura de corte apresenta inúmeros desafios e tem passado por mudanças significativas, com ganhos expressivos em produtividade. Alguns riscos, se analisados ao longo do tempo, podem ser minimizados quando identificado um comportamento comum na série de dados. Analisar o comportamento sazonal  dos  preços, a partir de dados diários, é uma das estratégias para a tomada de decisões do pecuarista e o planejamento de sua produção. Essa observação pode ser útil na hora da compra de insumos e, também, na venda dos animais.

No caso do boi gordo, em relação aos preços médios reais deflacionados pelo IGP-DI de set/2017, verificou-se que maio é o mês que tende a apresentar os menores preços da arroba na série histórica do Cepea para as regiões de São Paulo, iniciada em 1997. A diferença entre os mínimos e máximos anuais, com base na série do Cepea, fica entre 7,49% e 7,60% para as praças que integram Araçatuba, Bauru/Marília, São José do Rio Preto e Presidente Prudente. Já para o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do Boi Gordo, a variação é de 7,67%, conforme ilustrado na Figura 1.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

O que a Figura 1 demonstra é que, por exemplo, se o produtor está em abril com o animal pronto para abate, aguardando que o valor da arroba suba em maio, é importante que ele tenha em mente que a probabilidade de isso ocorrer é pequena em anos típicos, considerando-se as estatísticas históricas. Nesse sentido, é importante que ele saiba quanto o animal vai custar por mais um mês na propriedade, bem como o ganho de peso estimado.

Entre fevereiro e maio, a sazonalidade não só fica abaixo da linha vermelha como segue em queda.  Isso  pode ser explicado pela lei da oferta e da demanda. Conforme chega o final do período das águas, o volume de animais prontos para o abate é maior. De acordo com estimativas do Cepea, aproximadamente 90% dos animais são terminados a pasto no Brasil. Do mesmo modo, a partir de maio, a oferta de animais começa a se reduzir e o índice de sazonalidade sobe, sendo superior a 100 (a média) a partir de setembro.

 

CONFINAMENTO

Como apresentando na Figura 1, a partir de setembro, o índice supera a linha vermelha: ou seja, os preços tendem a subir, atingindo o ápice de 104,09 em novembro. Para confinadores, essa é uma informação estratégica, uma vez que os animais terminados nesse mês podem chegar aos maiores valores do ano.

Após as chuvas se regularizarem, de setembro em diante, em dois ou três meses, o volume de gado gordo a pasto passa a aumentar. A partir de novembro, o índice começa a ceder, mas mantém-se acima de 100 até janeiro e em 100 em fevereiro, caindo a partir de então.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

TRADUZINDO PARA OS PREÇOS

O índice de sazonalidade é uma ferramenta estatística. Porém, o pecuarista pode observá-lo no dia a dia. A Figura 2 ilustra a diferença dos preços médios reais, isto é, descontada a inflação, entre maio e novembro, desde 1998. Em quatro dos 19 anos, os preços em novembro foram inferiores aos de maio. Ainda assim, pouco abaixo, cerca de 4% ou 5%. Por outro lado, as altas são expressivas e alcançam 33% em 2010.

OUTRAS REGIÕES

Ao analisar o índice de sazonalidade nas 24 praças acompanhadas pelo Cepea, incluindo as quatro do estado de São Paulo, 54% delas apontam maio como o mês de menor preço, e novembro, o de maior. A sazonalidade tende a mudar conforme as características edafoclimáticas das regiões diferem da de São Paulo e, também, conforme a oferta de grãos para terminação intensiva no período da seca é maior. Quanto maior a oferta de grãos, maior tende a ser o volume de gado confinado, reduzindo a diferença entre o volume ofertado na safra e na entressafra.

ANOS ATÍPICOS

Quando há choques na cadeia, os preços podem não se comportar dessa forma, como tem ocorrido em 2017. Se não há problemas políticos ou extremos climáticos, entretanto, a sazonalidade é uma boa ferramenta para a tomada de decisão e o planejamento da produção.

 

RECADO FINAL

Pecuarista, 2017 é um dos mais desafiadores anos  para a cadeia. Além de olhar para o mercado no curto prazo, uma estratégia é compreender como os preços se comportam. A rentabilidade da sua atividade não é apenas resultado do preço de venda dos seus animais. Porém, planejar o momento de venda pode trazer melhores resultados. Além disso, intensificar sua produção também é uma forma de girar mais rapidamente seu fluxo de caixa. Compreender a sazonalidade no custo de produção também é estratégico. Para ajudá-lo a planejar seus desembolsos, esse será o tema do próximo Noticiário Tortuga. Fique ligado!

Esta análise foi realizada com os dados de boi gordo do Cepea. A base de dados é composta por informações de escritórios de compra e venda, do frigorífico e POR VOCÊ, pecuarista.

 

Sempre que vender seus animais, informe o Cepea. Não tem custo, mantemos sigilo absoluto e você ainda recebe análises como essa, gratuitamente. Para comunicar seus negócios, basta enviar uma mensagem pelo Whatsapp para o número (19) 99420-3080, dizendo “vendi meu gado e quero informar”. Entraremos em contato assim que recebermos sua mensagem.

METODOLOGIA

Estes resultados foram calculados com base no modelo de sazonalidade descrito por Hoffmann (2002), aplicado para commodities. Esse método normaliza as variações da série, diminuindo os efeitos abruptos ou atípicos de uma base de dados. Pretende-se, assim, buscar um valor matemático que expresse o comportamento de preços em período típicos, em que não há choques de oferta, nem de demanda.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Quer ter bons resultados na produção de bovinos? Cuide bem dos sues cavalos!  
Cuide bem dos seus cavalos!
 
 

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Os métodos de gestão econômica e financeira da atividade leiteira têm por objetivo fornecer informações que apontam a saúde financeira e resultado do negócio... Leia mais

18/07/2018 | Autor: Felipe Andrade - Assistente Técnico Comercial

 

17/01/2018 | Autores: Sergio De Zen, Thiago Bernardino de Carvalho, Mariane Crespolini e Marianne Tufani

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A bovinocultura de corte apresenta inúmeros desafios e tem passado por mudanças significativas, com ganhos expressivos em produtividade. Alguns riscos, se analisados ao longo do tempo, podem ser minimizados quando identificado um comportamento comum na série de dados. Analisar o comportamento sazonal  dos  preços, a partir de dados diários, é uma das estratégias para a tomada de decisões do pecuarista e o planejamento de sua produção. Essa observação pode ser útil na hora da compra de insumos e, também, na venda dos animais.

No caso do boi gordo, em relação aos preços médios reais deflacionados pelo IGP-DI de set/2017, verificou-se que maio é o mês que tende a apresentar os menores preços da arroba na série histórica do Cepea para as regiões de São Paulo, iniciada em 1997. A diferença entre os mínimos e máximos anuais, com base na série do Cepea, fica entre 7,49% e 7,60% para as praças que integram Araçatuba, Bauru/Marília, São José do Rio Preto e Presidente Prudente. Já para o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do Boi Gordo, a variação é de 7,67%, conforme ilustrado na Figura 1.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

O que a Figura 1 demonstra é que, por exemplo, se o produtor está em abril com o animal pronto para abate, aguardando que o valor da arroba suba em maio, é importante que ele tenha em mente que a probabilidade de isso ocorrer é pequena em anos típicos, considerando-se as estatísticas históricas. Nesse sentido, é importante que ele saiba quanto o animal vai custar por mais um mês na propriedade, bem como o ganho de peso estimado.

Entre fevereiro e maio, a sazonalidade não só fica abaixo da linha vermelha como segue em queda.  Isso  pode ser explicado pela lei da oferta e da demanda. Conforme chega o final do período das águas, o volume de animais prontos para o abate é maior. De acordo com estimativas do Cepea, aproximadamente 90% dos animais são terminados a pasto no Brasil. Do mesmo modo, a partir de maio, a oferta de animais começa a se reduzir e o índice de sazonalidade sobe, sendo superior a 100 (a média) a partir de setembro.

 

CONFINAMENTO

Como apresentando na Figura 1, a partir de setembro, o índice supera a linha vermelha: ou seja, os preços tendem a subir, atingindo o ápice de 104,09 em novembro. Para confinadores, essa é uma informação estratégica, uma vez que os animais terminados nesse mês podem chegar aos maiores valores do ano.

Após as chuvas se regularizarem, de setembro em diante, em dois ou três meses, o volume de gado gordo a pasto passa a aumentar. A partir de novembro, o índice começa a ceder, mas mantém-se acima de 100 até janeiro e em 100 em fevereiro, caindo a partir de então.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

TRADUZINDO PARA OS PREÇOS

O índice de sazonalidade é uma ferramenta estatística. Porém, o pecuarista pode observá-lo no dia a dia. A Figura 2 ilustra a diferença dos preços médios reais, isto é, descontada a inflação, entre maio e novembro, desde 1998. Em quatro dos 19 anos, os preços em novembro foram inferiores aos de maio. Ainda assim, pouco abaixo, cerca de 4% ou 5%. Por outro lado, as altas são expressivas e alcançam 33% em 2010.

OUTRAS REGIÕES

Ao analisar o índice de sazonalidade nas 24 praças acompanhadas pelo Cepea, incluindo as quatro do estado de São Paulo, 54% delas apontam maio como o mês de menor preço, e novembro, o de maior. A sazonalidade tende a mudar conforme as características edafoclimáticas das regiões diferem da de São Paulo e, também, conforme a oferta de grãos para terminação intensiva no período da seca é maior. Quanto maior a oferta de grãos, maior tende a ser o volume de gado confinado, reduzindo a diferença entre o volume ofertado na safra e na entressafra.

ANOS ATÍPICOS

Quando há choques na cadeia, os preços podem não se comportar dessa forma, como tem ocorrido em 2017. Se não há problemas políticos ou extremos climáticos, entretanto, a sazonalidade é uma boa ferramenta para a tomada de decisão e o planejamento da produção.

 

RECADO FINAL

Pecuarista, 2017 é um dos mais desafiadores anos  para a cadeia. Além de olhar para o mercado no curto prazo, uma estratégia é compreender como os preços se comportam. A rentabilidade da sua atividade não é apenas resultado do preço de venda dos seus animais. Porém, planejar o momento de venda pode trazer melhores resultados. Além disso, intensificar sua produção também é uma forma de girar mais rapidamente seu fluxo de caixa. Compreender a sazonalidade no custo de produção também é estratégico. Para ajudá-lo a planejar seus desembolsos, esse será o tema do próximo Noticiário Tortuga. Fique ligado!

Esta análise foi realizada com os dados de boi gordo do Cepea. A base de dados é composta por informações de escritórios de compra e venda, do frigorífico e POR VOCÊ, pecuarista.

 

Sempre que vender seus animais, informe o Cepea. Não tem custo, mantemos sigilo absoluto e você ainda recebe análises como essa, gratuitamente. Para comunicar seus negócios, basta enviar uma mensagem pelo Whatsapp para o número (19) 99420-3080, dizendo “vendi meu gado e quero informar”. Entraremos em contato assim que recebermos sua mensagem.

METODOLOGIA

Estes resultados foram calculados com base no modelo de sazonalidade descrito por Hoffmann (2002), aplicado para commodities. Esse método normaliza as variações da série, diminuindo os efeitos abruptos ou atípicos de uma base de dados. Pretende-se, assim, buscar um valor matemático que expresse o comportamento de preços em período típicos, em que não há choques de oferta, nem de demanda.

 
 
 
 
 
 
 
 

17/01/2018 | Autores: Sergio De Zen, Thiago Bernardino de Carvalho, Mariane Crespolini e Marianne Tufani

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A bovinocultura de corte apresenta inúmeros desafios e tem passado por mudanças significativas, com ganhos expressivos em produtividade. Alguns riscos, se analisados ao longo do tempo, podem ser minimizados quando identificado um comportamento comum na série de dados. Analisar o comportamento sazonal  dos  preços, a partir de dados diários, é uma das estratégias para a tomada de decisões do pecuarista e o planejamento de sua produção. Essa observação pode ser útil na hora da compra de insumos e, também, na venda dos animais.

No caso do boi gordo, em relação aos preços médios reais deflacionados pelo IGP-DI de set/2017, verificou-se que maio é o mês que tende a apresentar os menores preços da arroba na série histórica do Cepea para as regiões de São Paulo, iniciada em 1997. A diferença entre os mínimos e máximos anuais, com base na série do Cepea, fica entre 7,49% e 7,60% para as praças que integram Araçatuba, Bauru/Marília, São José do Rio Preto e Presidente Prudente. Já para o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do Boi Gordo, a variação é de 7,67%, conforme ilustrado na Figura 1.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

O que a Figura 1 demonstra é que, por exemplo, se o produtor está em abril com o animal pronto para abate, aguardando que o valor da arroba suba em maio, é importante que ele tenha em mente que a probabilidade de isso ocorrer é pequena em anos típicos, considerando-se as estatísticas históricas. Nesse sentido, é importante que ele saiba quanto o animal vai custar por mais um mês na propriedade, bem como o ganho de peso estimado.

Entre fevereiro e maio, a sazonalidade não só fica abaixo da linha vermelha como segue em queda.  Isso  pode ser explicado pela lei da oferta e da demanda. Conforme chega o final do período das águas, o volume de animais prontos para o abate é maior. De acordo com estimativas do Cepea, aproximadamente 90% dos animais são terminados a pasto no Brasil. Do mesmo modo, a partir de maio, a oferta de animais começa a se reduzir e o índice de sazonalidade sobe, sendo superior a 100 (a média) a partir de setembro.

 

CONFINAMENTO

Como apresentando na Figura 1, a partir de setembro, o índice supera a linha vermelha: ou seja, os preços tendem a subir, atingindo o ápice de 104,09 em novembro. Para confinadores, essa é uma informação estratégica, uma vez que os animais terminados nesse mês podem chegar aos maiores valores do ano.

Após as chuvas se regularizarem, de setembro em diante, em dois ou três meses, o volume de gado gordo a pasto passa a aumentar. A partir de novembro, o índice começa a ceder, mas mantém-se acima de 100 até janeiro e em 100 em fevereiro, caindo a partir de então.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

TRADUZINDO PARA OS PREÇOS

O índice de sazonalidade é uma ferramenta estatística. Porém, o pecuarista pode observá-lo no dia a dia. A Figura 2 ilustra a diferença dos preços médios reais, isto é, descontada a inflação, entre maio e novembro, desde 1998. Em quatro dos 19 anos, os preços em novembro foram inferiores aos de maio. Ainda assim, pouco abaixo, cerca de 4% ou 5%. Por outro lado, as altas são expressivas e alcançam 33% em 2010.

OUTRAS REGIÕES

Ao analisar o índice de sazonalidade nas 24 praças acompanhadas pelo Cepea, incluindo as quatro do estado de São Paulo, 54% delas apontam maio como o mês de menor preço, e novembro, o de maior. A sazonalidade tende a mudar conforme as características edafoclimáticas das regiões diferem da de São Paulo e, também, conforme a oferta de grãos para terminação intensiva no período da seca é maior. Quanto maior a oferta de grãos, maior tende a ser o volume de gado confinado, reduzindo a diferença entre o volume ofertado na safra e na entressafra.

ANOS ATÍPICOS

Quando há choques na cadeia, os preços podem não se comportar dessa forma, como tem ocorrido em 2017. Se não há problemas políticos ou extremos climáticos, entretanto, a sazonalidade é uma boa ferramenta para a tomada de decisão e o planejamento da produção.

 

RECADO FINAL

Pecuarista, 2017 é um dos mais desafiadores anos  para a cadeia. Além de olhar para o mercado no curto prazo, uma estratégia é compreender como os preços se comportam. A rentabilidade da sua atividade não é apenas resultado do preço de venda dos seus animais. Porém, planejar o momento de venda pode trazer melhores resultados. Além disso, intensificar sua produção também é uma forma de girar mais rapidamente seu fluxo de caixa. Compreender a sazonalidade no custo de produção também é estratégico. Para ajudá-lo a planejar seus desembolsos, esse será o tema do próximo Noticiário Tortuga. Fique ligado!

Esta análise foi realizada com os dados de boi gordo do Cepea. A base de dados é composta por informações de escritórios de compra e venda, do frigorífico e POR VOCÊ, pecuarista.

 

Sempre que vender seus animais, informe o Cepea. Não tem custo, mantemos sigilo absoluto e você ainda recebe análises como essa, gratuitamente. Para comunicar seus negócios, basta enviar uma mensagem pelo Whatsapp para o número (19) 99420-3080, dizendo “vendi meu gado e quero informar”. Entraremos em contato assim que recebermos sua mensagem.

METODOLOGIA

Estes resultados foram calculados com base no modelo de sazonalidade descrito por Hoffmann (2002), aplicado para commodities. Esse método normaliza as variações da série, diminuindo os efeitos abruptos ou atípicos de uma base de dados. Pretende-se, assim, buscar um valor matemático que expresse o comportamento de preços em período típicos, em que não há choques de oferta, nem de demanda.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Gestão campeã em gado de corte: Como ter uma fazenda rentável 

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Quer ter bons resultados na produção de bovinos? Cuide bem dos sues cavalos!  
Cuide bem dos seus cavalos!
 
 

O que você deve avaliar antes de montar um confinamento de gado de corte  

 
 

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Do pasto para o confinamento: Como fazer uma adaptação eficiente  
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Período de Seca: Conheça os desafios e soluções para o seu gado a pasto

Dentre os vários desafios do pecuarista, o período da seca pode ser considerado um dos maiores, pois é uma época crítica do ano na qual a produção forrageira e o desempenho dos animais... Leia mais

30/06/2018 | Autores: Marcelo da Rocha Brando - Especialista Técnico de Corte/Confinamento e João Victor Yamaguchi - Coordenador Técnico Sudeste  

 

17/01/2018 | Autores: Sergio De Zen, Thiago Bernardino de Carvalho, Mariane Crespolini e Marianne Tufani

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A bovinocultura de corte apresenta inúmeros desafios e tem passado por mudanças significativas, com ganhos expressivos em produtividade. Alguns riscos, se analisados ao longo do tempo, podem ser minimizados quando identificado um comportamento comum na série de dados. Analisar o comportamento sazonal  dos  preços, a partir de dados diários, é uma das estratégias para a tomada de decisões do pecuarista e o planejamento de sua produção. Essa observação pode ser útil na hora da compra de insumos e, também, na venda dos animais.

No caso do boi gordo, em relação aos preços médios reais deflacionados pelo IGP-DI de set/2017, verificou-se que maio é o mês que tende a apresentar os menores preços da arroba na série histórica do Cepea para as regiões de São Paulo, iniciada em 1997. A diferença entre os mínimos e máximos anuais, com base na série do Cepea, fica entre 7,49% e 7,60% para as praças que integram Araçatuba, Bauru/Marília, São José do Rio Preto e Presidente Prudente. Já para o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do Boi Gordo, a variação é de 7,67%, conforme ilustrado na Figura 1.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

O que a Figura 1 demonstra é que, por exemplo, se o produtor está em abril com o animal pronto para abate, aguardando que o valor da arroba suba em maio, é importante que ele tenha em mente que a probabilidade de isso ocorrer é pequena em anos típicos, considerando-se as estatísticas históricas. Nesse sentido, é importante que ele saiba quanto o animal vai custar por mais um mês na propriedade, bem como o ganho de peso estimado.

Entre fevereiro e maio, a sazonalidade não só fica abaixo da linha vermelha como segue em queda.  Isso  pode ser explicado pela lei da oferta e da demanda. Conforme chega o final do período das águas, o volume de animais prontos para o abate é maior. De acordo com estimativas do Cepea, aproximadamente 90% dos animais são terminados a pasto no Brasil. Do mesmo modo, a partir de maio, a oferta de animais começa a se reduzir e o índice de sazonalidade sobe, sendo superior a 100 (a média) a partir de setembro.

 

CONFINAMENTO

Como apresentando na Figura 1, a partir de setembro, o índice supera a linha vermelha: ou seja, os preços tendem a subir, atingindo o ápice de 104,09 em novembro. Para confinadores, essa é uma informação estratégica, uma vez que os animais terminados nesse mês podem chegar aos maiores valores do ano.

Após as chuvas se regularizarem, de setembro em diante, em dois ou três meses, o volume de gado gordo a pasto passa a aumentar. A partir de novembro, o índice começa a ceder, mas mantém-se acima de 100 até janeiro e em 100 em fevereiro, caindo a partir de então.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

TRADUZINDO PARA OS PREÇOS

O índice de sazonalidade é uma ferramenta estatística. Porém, o pecuarista pode observá-lo no dia a dia. A Figura 2 ilustra a diferença dos preços médios reais, isto é, descontada a inflação, entre maio e novembro, desde 1998. Em quatro dos 19 anos, os preços em novembro foram inferiores aos de maio. Ainda assim, pouco abaixo, cerca de 4% ou 5%. Por outro lado, as altas são expressivas e alcançam 33% em 2010.

OUTRAS REGIÕES

Ao analisar o índice de sazonalidade nas 24 praças acompanhadas pelo Cepea, incluindo as quatro do estado de São Paulo, 54% delas apontam maio como o mês de menor preço, e novembro, o de maior. A sazonalidade tende a mudar conforme as características edafoclimáticas das regiões diferem da de São Paulo e, também, conforme a oferta de grãos para terminação intensiva no período da seca é maior. Quanto maior a oferta de grãos, maior tende a ser o volume de gado confinado, reduzindo a diferença entre o volume ofertado na safra e na entressafra.

ANOS ATÍPICOS

Quando há choques na cadeia, os preços podem não se comportar dessa forma, como tem ocorrido em 2017. Se não há problemas políticos ou extremos climáticos, entretanto, a sazonalidade é uma boa ferramenta para a tomada de decisão e o planejamento da produção.

 

RECADO FINAL

Pecuarista, 2017 é um dos mais desafiadores anos  para a cadeia. Além de olhar para o mercado no curto prazo, uma estratégia é compreender como os preços se comportam. A rentabilidade da sua atividade não é apenas resultado do preço de venda dos seus animais. Porém, planejar o momento de venda pode trazer melhores resultados. Além disso, intensificar sua produção também é uma forma de girar mais rapidamente seu fluxo de caixa. Compreender a sazonalidade no custo de produção também é estratégico. Para ajudá-lo a planejar seus desembolsos, esse será o tema do próximo Noticiário Tortuga. Fique ligado!

Esta análise foi realizada com os dados de boi gordo do Cepea. A base de dados é composta por informações de escritórios de compra e venda, do frigorífico e POR VOCÊ, pecuarista.

 

Sempre que vender seus animais, informe o Cepea. Não tem custo, mantemos sigilo absoluto e você ainda recebe análises como essa, gratuitamente. Para comunicar seus negócios, basta enviar uma mensagem pelo Whatsapp para o número (19) 99420-3080, dizendo “vendi meu gado e quero informar”. Entraremos em contato assim que recebermos sua mensagem.

METODOLOGIA

Estes resultados foram calculados com base no modelo de sazonalidade descrito por Hoffmann (2002), aplicado para commodities. Esse método normaliza as variações da série, diminuindo os efeitos abruptos ou atípicos de uma base de dados. Pretende-se, assim, buscar um valor matemático que expresse o comportamento de preços em período típicos, em que não há choques de oferta, nem de demanda.

 
 
 
 
 
 
 
 

17/01/2018 | Autores: Sergio De Zen, Thiago Bernardino de Carvalho, Mariane Crespolini e Marianne Tufani

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A bovinocultura de corte apresenta inúmeros desafios e tem passado por mudanças significativas, com ganhos expressivos em produtividade. Alguns riscos, se analisados ao longo do tempo, podem ser minimizados quando identificado um comportamento comum na série de dados. Analisar o comportamento sazonal  dos  preços, a partir de dados diários, é uma das estratégias para a tomada de decisões do pecuarista e o planejamento de sua produção. Essa observação pode ser útil na hora da compra de insumos e, também, na venda dos animais.

No caso do boi gordo, em relação aos preços médios reais deflacionados pelo IGP-DI de set/2017, verificou-se que maio é o mês que tende a apresentar os menores preços da arroba na série histórica do Cepea para as regiões de São Paulo, iniciada em 1997. A diferença entre os mínimos e máximos anuais, com base na série do Cepea, fica entre 7,49% e 7,60% para as praças que integram Araçatuba, Bauru/Marília, São José do Rio Preto e Presidente Prudente. Já para o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do Boi Gordo, a variação é de 7,67%, conforme ilustrado na Figura 1.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

O que a Figura 1 demonstra é que, por exemplo, se o produtor está em abril com o animal pronto para abate, aguardando que o valor da arroba suba em maio, é importante que ele tenha em mente que a probabilidade de isso ocorrer é pequena em anos típicos, considerando-se as estatísticas históricas. Nesse sentido, é importante que ele saiba quanto o animal vai custar por mais um mês na propriedade, bem como o ganho de peso estimado.

Entre fevereiro e maio, a sazonalidade não só fica abaixo da linha vermelha como segue em queda.  Isso  pode ser explicado pela lei da oferta e da demanda. Conforme chega o final do período das águas, o volume de animais prontos para o abate é maior. De acordo com estimativas do Cepea, aproximadamente 90% dos animais são terminados a pasto no Brasil. Do mesmo modo, a partir de maio, a oferta de animais começa a se reduzir e o índice de sazonalidade sobe, sendo superior a 100 (a média) a partir de setembro.

 

CONFINAMENTO

Como apresentando na Figura 1, a partir de setembro, o índice supera a linha vermelha: ou seja, os preços tendem a subir, atingindo o ápice de 104,09 em novembro. Para confinadores, essa é uma informação estratégica, uma vez que os animais terminados nesse mês podem chegar aos maiores valores do ano.

Após as chuvas se regularizarem, de setembro em diante, em dois ou três meses, o volume de gado gordo a pasto passa a aumentar. A partir de novembro, o índice começa a ceder, mas mantém-se acima de 100 até janeiro e em 100 em fevereiro, caindo a partir de então.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

TRADUZINDO PARA OS PREÇOS

O índice de sazonalidade é uma ferramenta estatística. Porém, o pecuarista pode observá-lo no dia a dia. A Figura 2 ilustra a diferença dos preços médios reais, isto é, descontada a inflação, entre maio e novembro, desde 1998. Em quatro dos 19 anos, os preços em novembro foram inferiores aos de maio. Ainda assim, pouco abaixo, cerca de 4% ou 5%. Por outro lado, as altas são expressivas e alcançam 33% em 2010.

OUTRAS REGIÕES

Ao analisar o índice de sazonalidade nas 24 praças acompanhadas pelo Cepea, incluindo as quatro do estado de São Paulo, 54% delas apontam maio como o mês de menor preço, e novembro, o de maior. A sazonalidade tende a mudar conforme as características edafoclimáticas das regiões diferem da de São Paulo e, também, conforme a oferta de grãos para terminação intensiva no período da seca é maior. Quanto maior a oferta de grãos, maior tende a ser o volume de gado confinado, reduzindo a diferença entre o volume ofertado na safra e na entressafra.

ANOS ATÍPICOS

Quando há choques na cadeia, os preços podem não se comportar dessa forma, como tem ocorrido em 2017. Se não há problemas políticos ou extremos climáticos, entretanto, a sazonalidade é uma boa ferramenta para a tomada de decisão e o planejamento da produção.

 

RECADO FINAL

Pecuarista, 2017 é um dos mais desafiadores anos  para a cadeia. Além de olhar para o mercado no curto prazo, uma estratégia é compreender como os preços se comportam. A rentabilidade da sua atividade não é apenas resultado do preço de venda dos seus animais. Porém, planejar o momento de venda pode trazer melhores resultados. Além disso, intensificar sua produção também é uma forma de girar mais rapidamente seu fluxo de caixa. Compreender a sazonalidade no custo de produção também é estratégico. Para ajudá-lo a planejar seus desembolsos, esse será o tema do próximo Noticiário Tortuga. Fique ligado!

Esta análise foi realizada com os dados de boi gordo do Cepea. A base de dados é composta por informações de escritórios de compra e venda, do frigorífico e POR VOCÊ, pecuarista.

 

Sempre que vender seus animais, informe o Cepea. Não tem custo, mantemos sigilo absoluto e você ainda recebe análises como essa, gratuitamente. Para comunicar seus negócios, basta enviar uma mensagem pelo Whatsapp para o número (19) 99420-3080, dizendo “vendi meu gado e quero informar”. Entraremos em contato assim que recebermos sua mensagem.

METODOLOGIA

Estes resultados foram calculados com base no modelo de sazonalidade descrito por Hoffmann (2002), aplicado para commodities. Esse método normaliza as variações da série, diminuindo os efeitos abruptos ou atípicos de uma base de dados. Pretende-se, assim, buscar um valor matemático que expresse o comportamento de preços em período típicos, em que não há choques de oferta, nem de demanda.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Cuide bem dos seus cavalos!
 
 

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Do pasto para o confinamento: Como fazer uma adaptação eficiente

O confinamento de bovinos de corte é uma atividade de forte crescimento em nosso país, principalmente nos estados onde a oferta de grãos (comida) é alta... Leia mais

25/06/2018 | Autor: Luis Otavio A. Bosque – Zootecnista, Coordenador Técnico Regional de Confinamento  

 

17/01/2018 | Autores: Sergio De Zen, Thiago Bernardino de Carvalho, Mariane Crespolini e Marianne Tufani

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A bovinocultura de corte apresenta inúmeros desafios e tem passado por mudanças significativas, com ganhos expressivos em produtividade. Alguns riscos, se analisados ao longo do tempo, podem ser minimizados quando identificado um comportamento comum na série de dados. Analisar o comportamento sazonal  dos  preços, a partir de dados diários, é uma das estratégias para a tomada de decisões do pecuarista e o planejamento de sua produção. Essa observação pode ser útil na hora da compra de insumos e, também, na venda dos animais.

No caso do boi gordo, em relação aos preços médios reais deflacionados pelo IGP-DI de set/2017, verificou-se que maio é o mês que tende a apresentar os menores preços da arroba na série histórica do Cepea para as regiões de São Paulo, iniciada em 1997. A diferença entre os mínimos e máximos anuais, com base na série do Cepea, fica entre 7,49% e 7,60% para as praças que integram Araçatuba, Bauru/Marília, São José do Rio Preto e Presidente Prudente. Já para o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do Boi Gordo, a variação é de 7,67%, conforme ilustrado na Figura 1.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

O que a Figura 1 demonstra é que, por exemplo, se o produtor está em abril com o animal pronto para abate, aguardando que o valor da arroba suba em maio, é importante que ele tenha em mente que a probabilidade de isso ocorrer é pequena em anos típicos, considerando-se as estatísticas históricas. Nesse sentido, é importante que ele saiba quanto o animal vai custar por mais um mês na propriedade, bem como o ganho de peso estimado.

Entre fevereiro e maio, a sazonalidade não só fica abaixo da linha vermelha como segue em queda.  Isso  pode ser explicado pela lei da oferta e da demanda. Conforme chega o final do período das águas, o volume de animais prontos para o abate é maior. De acordo com estimativas do Cepea, aproximadamente 90% dos animais são terminados a pasto no Brasil. Do mesmo modo, a partir de maio, a oferta de animais começa a se reduzir e o índice de sazonalidade sobe, sendo superior a 100 (a média) a partir de setembro.

 

CONFINAMENTO

Como apresentando na Figura 1, a partir de setembro, o índice supera a linha vermelha: ou seja, os preços tendem a subir, atingindo o ápice de 104,09 em novembro. Para confinadores, essa é uma informação estratégica, uma vez que os animais terminados nesse mês podem chegar aos maiores valores do ano.

Após as chuvas se regularizarem, de setembro em diante, em dois ou três meses, o volume de gado gordo a pasto passa a aumentar. A partir de novembro, o índice começa a ceder, mas mantém-se acima de 100 até janeiro e em 100 em fevereiro, caindo a partir de então.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

TRADUZINDO PARA OS PREÇOS

O índice de sazonalidade é uma ferramenta estatística. Porém, o pecuarista pode observá-lo no dia a dia. A Figura 2 ilustra a diferença dos preços médios reais, isto é, descontada a inflação, entre maio e novembro, desde 1998. Em quatro dos 19 anos, os preços em novembro foram inferiores aos de maio. Ainda assim, pouco abaixo, cerca de 4% ou 5%. Por outro lado, as altas são expressivas e alcançam 33% em 2010.

OUTRAS REGIÕES

Ao analisar o índice de sazonalidade nas 24 praças acompanhadas pelo Cepea, incluindo as quatro do estado de São Paulo, 54% delas apontam maio como o mês de menor preço, e novembro, o de maior. A sazonalidade tende a mudar conforme as características edafoclimáticas das regiões diferem da de São Paulo e, também, conforme a oferta de grãos para terminação intensiva no período da seca é maior. Quanto maior a oferta de grãos, maior tende a ser o volume de gado confinado, reduzindo a diferença entre o volume ofertado na safra e na entressafra.

ANOS ATÍPICOS

Quando há choques na cadeia, os preços podem não se comportar dessa forma, como tem ocorrido em 2017. Se não há problemas políticos ou extremos climáticos, entretanto, a sazonalidade é uma boa ferramenta para a tomada de decisão e o planejamento da produção.

 

RECADO FINAL

Pecuarista, 2017 é um dos mais desafiadores anos  para a cadeia. Além de olhar para o mercado no curto prazo, uma estratégia é compreender como os preços se comportam. A rentabilidade da sua atividade não é apenas resultado do preço de venda dos seus animais. Porém, planejar o momento de venda pode trazer melhores resultados. Além disso, intensificar sua produção também é uma forma de girar mais rapidamente seu fluxo de caixa. Compreender a sazonalidade no custo de produção também é estratégico. Para ajudá-lo a planejar seus desembolsos, esse será o tema do próximo Noticiário Tortuga. Fique ligado!

Esta análise foi realizada com os dados de boi gordo do Cepea. A base de dados é composta por informações de escritórios de compra e venda, do frigorífico e POR VOCÊ, pecuarista.

 

Sempre que vender seus animais, informe o Cepea. Não tem custo, mantemos sigilo absoluto e você ainda recebe análises como essa, gratuitamente. Para comunicar seus negócios, basta enviar uma mensagem pelo Whatsapp para o número (19) 99420-3080, dizendo “vendi meu gado e quero informar”. Entraremos em contato assim que recebermos sua mensagem.

METODOLOGIA

Estes resultados foram calculados com base no modelo de sazonalidade descrito por Hoffmann (2002), aplicado para commodities. Esse método normaliza as variações da série, diminuindo os efeitos abruptos ou atípicos de uma base de dados. Pretende-se, assim, buscar um valor matemático que expresse o comportamento de preços em período típicos, em que não há choques de oferta, nem de demanda.

 
 
 
 
 
 
 
 

17/01/2018 | Autores: Sergio De Zen, Thiago Bernardino de Carvalho, Mariane Crespolini e Marianne Tufani

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A bovinocultura de corte apresenta inúmeros desafios e tem passado por mudanças significativas, com ganhos expressivos em produtividade. Alguns riscos, se analisados ao longo do tempo, podem ser minimizados quando identificado um comportamento comum na série de dados. Analisar o comportamento sazonal  dos  preços, a partir de dados diários, é uma das estratégias para a tomada de decisões do pecuarista e o planejamento de sua produção. Essa observação pode ser útil na hora da compra de insumos e, também, na venda dos animais.

No caso do boi gordo, em relação aos preços médios reais deflacionados pelo IGP-DI de set/2017, verificou-se que maio é o mês que tende a apresentar os menores preços da arroba na série histórica do Cepea para as regiões de São Paulo, iniciada em 1997. A diferença entre os mínimos e máximos anuais, com base na série do Cepea, fica entre 7,49% e 7,60% para as praças que integram Araçatuba, Bauru/Marília, São José do Rio Preto e Presidente Prudente. Já para o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do Boi Gordo, a variação é de 7,67%, conforme ilustrado na Figura 1.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

O que a Figura 1 demonstra é que, por exemplo, se o produtor está em abril com o animal pronto para abate, aguardando que o valor da arroba suba em maio, é importante que ele tenha em mente que a probabilidade de isso ocorrer é pequena em anos típicos, considerando-se as estatísticas históricas. Nesse sentido, é importante que ele saiba quanto o animal vai custar por mais um mês na propriedade, bem como o ganho de peso estimado.

Entre fevereiro e maio, a sazonalidade não só fica abaixo da linha vermelha como segue em queda.  Isso  pode ser explicado pela lei da oferta e da demanda. Conforme chega o final do período das águas, o volume de animais prontos para o abate é maior. De acordo com estimativas do Cepea, aproximadamente 90% dos animais são terminados a pasto no Brasil. Do mesmo modo, a partir de maio, a oferta de animais começa a se reduzir e o índice de sazonalidade sobe, sendo superior a 100 (a média) a partir de setembro.

 

CONFINAMENTO

Como apresentando na Figura 1, a partir de setembro, o índice supera a linha vermelha: ou seja, os preços tendem a subir, atingindo o ápice de 104,09 em novembro. Para confinadores, essa é uma informação estratégica, uma vez que os animais terminados nesse mês podem chegar aos maiores valores do ano.

Após as chuvas se regularizarem, de setembro em diante, em dois ou três meses, o volume de gado gordo a pasto passa a aumentar. A partir de novembro, o índice começa a ceder, mas mantém-se acima de 100 até janeiro e em 100 em fevereiro, caindo a partir de então.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

TRADUZINDO PARA OS PREÇOS

O índice de sazonalidade é uma ferramenta estatística. Porém, o pecuarista pode observá-lo no dia a dia. A Figura 2 ilustra a diferença dos preços médios reais, isto é, descontada a inflação, entre maio e novembro, desde 1998. Em quatro dos 19 anos, os preços em novembro foram inferiores aos de maio. Ainda assim, pouco abaixo, cerca de 4% ou 5%. Por outro lado, as altas são expressivas e alcançam 33% em 2010.

OUTRAS REGIÕES

Ao analisar o índice de sazonalidade nas 24 praças acompanhadas pelo Cepea, incluindo as quatro do estado de São Paulo, 54% delas apontam maio como o mês de menor preço, e novembro, o de maior. A sazonalidade tende a mudar conforme as características edafoclimáticas das regiões diferem da de São Paulo e, também, conforme a oferta de grãos para terminação intensiva no período da seca é maior. Quanto maior a oferta de grãos, maior tende a ser o volume de gado confinado, reduzindo a diferença entre o volume ofertado na safra e na entressafra.

ANOS ATÍPICOS

Quando há choques na cadeia, os preços podem não se comportar dessa forma, como tem ocorrido em 2017. Se não há problemas políticos ou extremos climáticos, entretanto, a sazonalidade é uma boa ferramenta para a tomada de decisão e o planejamento da produção.

 

RECADO FINAL

Pecuarista, 2017 é um dos mais desafiadores anos  para a cadeia. Além de olhar para o mercado no curto prazo, uma estratégia é compreender como os preços se comportam. A rentabilidade da sua atividade não é apenas resultado do preço de venda dos seus animais. Porém, planejar o momento de venda pode trazer melhores resultados. Além disso, intensificar sua produção também é uma forma de girar mais rapidamente seu fluxo de caixa. Compreender a sazonalidade no custo de produção também é estratégico. Para ajudá-lo a planejar seus desembolsos, esse será o tema do próximo Noticiário Tortuga. Fique ligado!

Esta análise foi realizada com os dados de boi gordo do Cepea. A base de dados é composta por informações de escritórios de compra e venda, do frigorífico e POR VOCÊ, pecuarista.

 

Sempre que vender seus animais, informe o Cepea. Não tem custo, mantemos sigilo absoluto e você ainda recebe análises como essa, gratuitamente. Para comunicar seus negócios, basta enviar uma mensagem pelo Whatsapp para o número (19) 99420-3080, dizendo “vendi meu gado e quero informar”. Entraremos em contato assim que recebermos sua mensagem.

METODOLOGIA

Estes resultados foram calculados com base no modelo de sazonalidade descrito por Hoffmann (2002), aplicado para commodities. Esse método normaliza as variações da série, diminuindo os efeitos abruptos ou atípicos de uma base de dados. Pretende-se, assim, buscar um valor matemático que expresse o comportamento de preços em período típicos, em que não há choques de oferta, nem de demanda.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Gestão campeã em gado de corte: Como ter uma fazenda rentável 

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Quer ter bons resultados na produção de bovinos? Cuide bem dos sues cavalos!  
Cuide bem dos seus cavalos!
 
 

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Do pasto para o confinamento: Como fazer uma adaptação eficiente  
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Fazendas conectadas: Tecnologias que já são realidade em fazendas de gado de leite


Vivemos hoje em uma era de profundas mudanças. Quando olhamos ao nosso redor, percebemos que muitas coisas passaram a ser feitas de forma bem diferente do que... Leia mais

21/06/2018 | Autor: Frederico Glaser - Gerente de Categoria de Leite

 

17/01/2018 | Autores: Sergio De Zen, Thiago Bernardino de Carvalho, Mariane Crespolini e Marianne Tufani

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A bovinocultura de corte apresenta inúmeros desafios e tem passado por mudanças significativas, com ganhos expressivos em produtividade. Alguns riscos, se analisados ao longo do tempo, podem ser minimizados quando identificado um comportamento comum na série de dados. Analisar o comportamento sazonal  dos  preços, a partir de dados diários, é uma das estratégias para a tomada de decisões do pecuarista e o planejamento de sua produção. Essa observação pode ser útil na hora da compra de insumos e, também, na venda dos animais.

No caso do boi gordo, em relação aos preços médios reais deflacionados pelo IGP-DI de set/2017, verificou-se que maio é o mês que tende a apresentar os menores preços da arroba na série histórica do Cepea para as regiões de São Paulo, iniciada em 1997. A diferença entre os mínimos e máximos anuais, com base na série do Cepea, fica entre 7,49% e 7,60% para as praças que integram Araçatuba, Bauru/Marília, São José do Rio Preto e Presidente Prudente. Já para o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do Boi Gordo, a variação é de 7,67%, conforme ilustrado na Figura 1.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

O que a Figura 1 demonstra é que, por exemplo, se o produtor está em abril com o animal pronto para abate, aguardando que o valor da arroba suba em maio, é importante que ele tenha em mente que a probabilidade de isso ocorrer é pequena em anos típicos, considerando-se as estatísticas históricas. Nesse sentido, é importante que ele saiba quanto o animal vai custar por mais um mês na propriedade, bem como o ganho de peso estimado.

Entre fevereiro e maio, a sazonalidade não só fica abaixo da linha vermelha como segue em queda.  Isso  pode ser explicado pela lei da oferta e da demanda. Conforme chega o final do período das águas, o volume de animais prontos para o abate é maior. De acordo com estimativas do Cepea, aproximadamente 90% dos animais são terminados a pasto no Brasil. Do mesmo modo, a partir de maio, a oferta de animais começa a se reduzir e o índice de sazonalidade sobe, sendo superior a 100 (a média) a partir de setembro.

 

CONFINAMENTO

Como apresentando na Figura 1, a partir de setembro, o índice supera a linha vermelha: ou seja, os preços tendem a subir, atingindo o ápice de 104,09 em novembro. Para confinadores, essa é uma informação estratégica, uma vez que os animais terminados nesse mês podem chegar aos maiores valores do ano.

Após as chuvas se regularizarem, de setembro em diante, em dois ou três meses, o volume de gado gordo a pasto passa a aumentar. A partir de novembro, o índice começa a ceder, mas mantém-se acima de 100 até janeiro e em 100 em fevereiro, caindo a partir de então.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

TRADUZINDO PARA OS PREÇOS

O índice de sazonalidade é uma ferramenta estatística. Porém, o pecuarista pode observá-lo no dia a dia. A Figura 2 ilustra a diferença dos preços médios reais, isto é, descontada a inflação, entre maio e novembro, desde 1998. Em quatro dos 19 anos, os preços em novembro foram inferiores aos de maio. Ainda assim, pouco abaixo, cerca de 4% ou 5%. Por outro lado, as altas são expressivas e alcançam 33% em 2010.

OUTRAS REGIÕES

Ao analisar o índice de sazonalidade nas 24 praças acompanhadas pelo Cepea, incluindo as quatro do estado de São Paulo, 54% delas apontam maio como o mês de menor preço, e novembro, o de maior. A sazonalidade tende a mudar conforme as características edafoclimáticas das regiões diferem da de São Paulo e, também, conforme a oferta de grãos para terminação intensiva no período da seca é maior. Quanto maior a oferta de grãos, maior tende a ser o volume de gado confinado, reduzindo a diferença entre o volume ofertado na safra e na entressafra.

ANOS ATÍPICOS

Quando há choques na cadeia, os preços podem não se comportar dessa forma, como tem ocorrido em 2017. Se não há problemas políticos ou extremos climáticos, entretanto, a sazonalidade é uma boa ferramenta para a tomada de decisão e o planejamento da produção.

 

RECADO FINAL

Pecuarista, 2017 é um dos mais desafiadores anos  para a cadeia. Além de olhar para o mercado no curto prazo, uma estratégia é compreender como os preços se comportam. A rentabilidade da sua atividade não é apenas resultado do preço de venda dos seus animais. Porém, planejar o momento de venda pode trazer melhores resultados. Além disso, intensificar sua produção também é uma forma de girar mais rapidamente seu fluxo de caixa. Compreender a sazonalidade no custo de produção também é estratégico. Para ajudá-lo a planejar seus desembolsos, esse será o tema do próximo Noticiário Tortuga. Fique ligado!

Esta análise foi realizada com os dados de boi gordo do Cepea. A base de dados é composta por informações de escritórios de compra e venda, do frigorífico e POR VOCÊ, pecuarista.

 

Sempre que vender seus animais, informe o Cepea. Não tem custo, mantemos sigilo absoluto e você ainda recebe análises como essa, gratuitamente. Para comunicar seus negócios, basta enviar uma mensagem pelo Whatsapp para o número (19) 99420-3080, dizendo “vendi meu gado e quero informar”. Entraremos em contato assim que recebermos sua mensagem.

METODOLOGIA

Estes resultados foram calculados com base no modelo de sazonalidade descrito por Hoffmann (2002), aplicado para commodities. Esse método normaliza as variações da série, diminuindo os efeitos abruptos ou atípicos de uma base de dados. Pretende-se, assim, buscar um valor matemático que expresse o comportamento de preços em período típicos, em que não há choques de oferta, nem de demanda.

 
 
 
 
 
 
 
 

17/01/2018 | Autores: Sergio De Zen, Thiago Bernardino de Carvalho, Mariane Crespolini e Marianne Tufani

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A bovinocultura de corte apresenta inúmeros desafios e tem passado por mudanças significativas, com ganhos expressivos em produtividade. Alguns riscos, se analisados ao longo do tempo, podem ser minimizados quando identificado um comportamento comum na série de dados. Analisar o comportamento sazonal  dos  preços, a partir de dados diários, é uma das estratégias para a tomada de decisões do pecuarista e o planejamento de sua produção. Essa observação pode ser útil na hora da compra de insumos e, também, na venda dos animais.

No caso do boi gordo, em relação aos preços médios reais deflacionados pelo IGP-DI de set/2017, verificou-se que maio é o mês que tende a apresentar os menores preços da arroba na série histórica do Cepea para as regiões de São Paulo, iniciada em 1997. A diferença entre os mínimos e máximos anuais, com base na série do Cepea, fica entre 7,49% e 7,60% para as praças que integram Araçatuba, Bauru/Marília, São José do Rio Preto e Presidente Prudente. Já para o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do Boi Gordo, a variação é de 7,67%, conforme ilustrado na Figura 1.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

O que a Figura 1 demonstra é que, por exemplo, se o produtor está em abril com o animal pronto para abate, aguardando que o valor da arroba suba em maio, é importante que ele tenha em mente que a probabilidade de isso ocorrer é pequena em anos típicos, considerando-se as estatísticas históricas. Nesse sentido, é importante que ele saiba quanto o animal vai custar por mais um mês na propriedade, bem como o ganho de peso estimado.

Entre fevereiro e maio, a sazonalidade não só fica abaixo da linha vermelha como segue em queda.  Isso  pode ser explicado pela lei da oferta e da demanda. Conforme chega o final do período das águas, o volume de animais prontos para o abate é maior. De acordo com estimativas do Cepea, aproximadamente 90% dos animais são terminados a pasto no Brasil. Do mesmo modo, a partir de maio, a oferta de animais começa a se reduzir e o índice de sazonalidade sobe, sendo superior a 100 (a média) a partir de setembro.

 

CONFINAMENTO

Como apresentando na Figura 1, a partir de setembro, o índice supera a linha vermelha: ou seja, os preços tendem a subir, atingindo o ápice de 104,09 em novembro. Para confinadores, essa é uma informação estratégica, uma vez que os animais terminados nesse mês podem chegar aos maiores valores do ano.

Após as chuvas se regularizarem, de setembro em diante, em dois ou três meses, o volume de gado gordo a pasto passa a aumentar. A partir de novembro, o índice começa a ceder, mas mantém-se acima de 100 até janeiro e em 100 em fevereiro, caindo a partir de então.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

TRADUZINDO PARA OS PREÇOS

O índice de sazonalidade é uma ferramenta estatística. Porém, o pecuarista pode observá-lo no dia a dia. A Figura 2 ilustra a diferença dos preços médios reais, isto é, descontada a inflação, entre maio e novembro, desde 1998. Em quatro dos 19 anos, os preços em novembro foram inferiores aos de maio. Ainda assim, pouco abaixo, cerca de 4% ou 5%. Por outro lado, as altas são expressivas e alcançam 33% em 2010.

OUTRAS REGIÕES

Ao analisar o índice de sazonalidade nas 24 praças acompanhadas pelo Cepea, incluindo as quatro do estado de São Paulo, 54% delas apontam maio como o mês de menor preço, e novembro, o de maior. A sazonalidade tende a mudar conforme as características edafoclimáticas das regiões diferem da de São Paulo e, também, conforme a oferta de grãos para terminação intensiva no período da seca é maior. Quanto maior a oferta de grãos, maior tende a ser o volume de gado confinado, reduzindo a diferença entre o volume ofertado na safra e na entressafra.

ANOS ATÍPICOS

Quando há choques na cadeia, os preços podem não se comportar dessa forma, como tem ocorrido em 2017. Se não há problemas políticos ou extremos climáticos, entretanto, a sazonalidade é uma boa ferramenta para a tomada de decisão e o planejamento da produção.

 

RECADO FINAL

Pecuarista, 2017 é um dos mais desafiadores anos  para a cadeia. Além de olhar para o mercado no curto prazo, uma estratégia é compreender como os preços se comportam. A rentabilidade da sua atividade não é apenas resultado do preço de venda dos seus animais. Porém, planejar o momento de venda pode trazer melhores resultados. Além disso, intensificar sua produção também é uma forma de girar mais rapidamente seu fluxo de caixa. Compreender a sazonalidade no custo de produção também é estratégico. Para ajudá-lo a planejar seus desembolsos, esse será o tema do próximo Noticiário Tortuga. Fique ligado!

Esta análise foi realizada com os dados de boi gordo do Cepea. A base de dados é composta por informações de escritórios de compra e venda, do frigorífico e POR VOCÊ, pecuarista.

 

Sempre que vender seus animais, informe o Cepea. Não tem custo, mantemos sigilo absoluto e você ainda recebe análises como essa, gratuitamente. Para comunicar seus negócios, basta enviar uma mensagem pelo Whatsapp para o número (19) 99420-3080, dizendo “vendi meu gado e quero informar”. Entraremos em contato assim que recebermos sua mensagem.

METODOLOGIA

Estes resultados foram calculados com base no modelo de sazonalidade descrito por Hoffmann (2002), aplicado para commodities. Esse método normaliza as variações da série, diminuindo os efeitos abruptos ou atípicos de uma base de dados. Pretende-se, assim, buscar um valor matemático que expresse o comportamento de preços em período típicos, em que não há choques de oferta, nem de demanda.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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O que você deve avaliar antes de montar um confinamento de gado de corte


Montar um confinamento de gado de corte exige um estudo detalhado de todo o sistema, independente de qual modalidade se deseja explorar... Leia mais

11/06/2018 | Autor: Felipe Kuczny - Coordenador técnico

 

17/01/2018 | Autores: Sergio De Zen, Thiago Bernardino de Carvalho, Mariane Crespolini e Marianne Tufani

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A bovinocultura de corte apresenta inúmeros desafios e tem passado por mudanças significativas, com ganhos expressivos em produtividade. Alguns riscos, se analisados ao longo do tempo, podem ser minimizados quando identificado um comportamento comum na série de dados. Analisar o comportamento sazonal  dos  preços, a partir de dados diários, é uma das estratégias para a tomada de decisões do pecuarista e o planejamento de sua produção. Essa observação pode ser útil na hora da compra de insumos e, também, na venda dos animais.

No caso do boi gordo, em relação aos preços médios reais deflacionados pelo IGP-DI de set/2017, verificou-se que maio é o mês que tende a apresentar os menores preços da arroba na série histórica do Cepea para as regiões de São Paulo, iniciada em 1997. A diferença entre os mínimos e máximos anuais, com base na série do Cepea, fica entre 7,49% e 7,60% para as praças que integram Araçatuba, Bauru/Marília, São José do Rio Preto e Presidente Prudente. Já para o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do Boi Gordo, a variação é de 7,67%, conforme ilustrado na Figura 1.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

O que a Figura 1 demonstra é que, por exemplo, se o produtor está em abril com o animal pronto para abate, aguardando que o valor da arroba suba em maio, é importante que ele tenha em mente que a probabilidade de isso ocorrer é pequena em anos típicos, considerando-se as estatísticas históricas. Nesse sentido, é importante que ele saiba quanto o animal vai custar por mais um mês na propriedade, bem como o ganho de peso estimado.

Entre fevereiro e maio, a sazonalidade não só fica abaixo da linha vermelha como segue em queda.  Isso  pode ser explicado pela lei da oferta e da demanda. Conforme chega o final do período das águas, o volume de animais prontos para o abate é maior. De acordo com estimativas do Cepea, aproximadamente 90% dos animais são terminados a pasto no Brasil. Do mesmo modo, a partir de maio, a oferta de animais começa a se reduzir e o índice de sazonalidade sobe, sendo superior a 100 (a média) a partir de setembro.

 

CONFINAMENTO

Como apresentando na Figura 1, a partir de setembro, o índice supera a linha vermelha: ou seja, os preços tendem a subir, atingindo o ápice de 104,09 em novembro. Para confinadores, essa é uma informação estratégica, uma vez que os animais terminados nesse mês podem chegar aos maiores valores do ano.

Após as chuvas se regularizarem, de setembro em diante, em dois ou três meses, o volume de gado gordo a pasto passa a aumentar. A partir de novembro, o índice começa a ceder, mas mantém-se acima de 100 até janeiro e em 100 em fevereiro, caindo a partir de então.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

TRADUZINDO PARA OS PREÇOS

O índice de sazonalidade é uma ferramenta estatística. Porém, o pecuarista pode observá-lo no dia a dia. A Figura 2 ilustra a diferença dos preços médios reais, isto é, descontada a inflação, entre maio e novembro, desde 1998. Em quatro dos 19 anos, os preços em novembro foram inferiores aos de maio. Ainda assim, pouco abaixo, cerca de 4% ou 5%. Por outro lado, as altas são expressivas e alcançam 33% em 2010.

OUTRAS REGIÕES

Ao analisar o índice de sazonalidade nas 24 praças acompanhadas pelo Cepea, incluindo as quatro do estado de São Paulo, 54% delas apontam maio como o mês de menor preço, e novembro, o de maior. A sazonalidade tende a mudar conforme as características edafoclimáticas das regiões diferem da de São Paulo e, também, conforme a oferta de grãos para terminação intensiva no período da seca é maior. Quanto maior a oferta de grãos, maior tende a ser o volume de gado confinado, reduzindo a diferença entre o volume ofertado na safra e na entressafra.

ANOS ATÍPICOS

Quando há choques na cadeia, os preços podem não se comportar dessa forma, como tem ocorrido em 2017. Se não há problemas políticos ou extremos climáticos, entretanto, a sazonalidade é uma boa ferramenta para a tomada de decisão e o planejamento da produção.

 

RECADO FINAL

Pecuarista, 2017 é um dos mais desafiadores anos  para a cadeia. Além de olhar para o mercado no curto prazo, uma estratégia é compreender como os preços se comportam. A rentabilidade da sua atividade não é apenas resultado do preço de venda dos seus animais. Porém, planejar o momento de venda pode trazer melhores resultados. Além disso, intensificar sua produção também é uma forma de girar mais rapidamente seu fluxo de caixa. Compreender a sazonalidade no custo de produção também é estratégico. Para ajudá-lo a planejar seus desembolsos, esse será o tema do próximo Noticiário Tortuga. Fique ligado!

Esta análise foi realizada com os dados de boi gordo do Cepea. A base de dados é composta por informações de escritórios de compra e venda, do frigorífico e POR VOCÊ, pecuarista.

 

Sempre que vender seus animais, informe o Cepea. Não tem custo, mantemos sigilo absoluto e você ainda recebe análises como essa, gratuitamente. Para comunicar seus negócios, basta enviar uma mensagem pelo Whatsapp para o número (19) 99420-3080, dizendo “vendi meu gado e quero informar”. Entraremos em contato assim que recebermos sua mensagem.

METODOLOGIA

Estes resultados foram calculados com base no modelo de sazonalidade descrito por Hoffmann (2002), aplicado para commodities. Esse método normaliza as variações da série, diminuindo os efeitos abruptos ou atípicos de uma base de dados. Pretende-se, assim, buscar um valor matemático que expresse o comportamento de preços em período típicos, em que não há choques de oferta, nem de demanda.

 
 
 
 
 
 
 
 

17/01/2018 | Autores: Sergio De Zen, Thiago Bernardino de Carvalho, Mariane Crespolini e Marianne Tufani

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A bovinocultura de corte apresenta inúmeros desafios e tem passado por mudanças significativas, com ganhos expressivos em produtividade. Alguns riscos, se analisados ao longo do tempo, podem ser minimizados quando identificado um comportamento comum na série de dados. Analisar o comportamento sazonal  dos  preços, a partir de dados diários, é uma das estratégias para a tomada de decisões do pecuarista e o planejamento de sua produção. Essa observação pode ser útil na hora da compra de insumos e, também, na venda dos animais.

No caso do boi gordo, em relação aos preços médios reais deflacionados pelo IGP-DI de set/2017, verificou-se que maio é o mês que tende a apresentar os menores preços da arroba na série histórica do Cepea para as regiões de São Paulo, iniciada em 1997. A diferença entre os mínimos e máximos anuais, com base na série do Cepea, fica entre 7,49% e 7,60% para as praças que integram Araçatuba, Bauru/Marília, São José do Rio Preto e Presidente Prudente. Já para o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do Boi Gordo, a variação é de 7,67%, conforme ilustrado na Figura 1.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

O que a Figura 1 demonstra é que, por exemplo, se o produtor está em abril com o animal pronto para abate, aguardando que o valor da arroba suba em maio, é importante que ele tenha em mente que a probabilidade de isso ocorrer é pequena em anos típicos, considerando-se as estatísticas históricas. Nesse sentido, é importante que ele saiba quanto o animal vai custar por mais um mês na propriedade, bem como o ganho de peso estimado.

Entre fevereiro e maio, a sazonalidade não só fica abaixo da linha vermelha como segue em queda.  Isso  pode ser explicado pela lei da oferta e da demanda. Conforme chega o final do período das águas, o volume de animais prontos para o abate é maior. De acordo com estimativas do Cepea, aproximadamente 90% dos animais são terminados a pasto no Brasil. Do mesmo modo, a partir de maio, a oferta de animais começa a se reduzir e o índice de sazonalidade sobe, sendo superior a 100 (a média) a partir de setembro.

 

CONFINAMENTO

Como apresentando na Figura 1, a partir de setembro, o índice supera a linha vermelha: ou seja, os preços tendem a subir, atingindo o ápice de 104,09 em novembro. Para confinadores, essa é uma informação estratégica, uma vez que os animais terminados nesse mês podem chegar aos maiores valores do ano.

Após as chuvas se regularizarem, de setembro em diante, em dois ou três meses, o volume de gado gordo a pasto passa a aumentar. A partir de novembro, o índice começa a ceder, mas mantém-se acima de 100 até janeiro e em 100 em fevereiro, caindo a partir de então.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

TRADUZINDO PARA OS PREÇOS

O índice de sazonalidade é uma ferramenta estatística. Porém, o pecuarista pode observá-lo no dia a dia. A Figura 2 ilustra a diferença dos preços médios reais, isto é, descontada a inflação, entre maio e novembro, desde 1998. Em quatro dos 19 anos, os preços em novembro foram inferiores aos de maio. Ainda assim, pouco abaixo, cerca de 4% ou 5%. Por outro lado, as altas são expressivas e alcançam 33% em 2010.

OUTRAS REGIÕES

Ao analisar o índice de sazonalidade nas 24 praças acompanhadas pelo Cepea, incluindo as quatro do estado de São Paulo, 54% delas apontam maio como o mês de menor preço, e novembro, o de maior. A sazonalidade tende a mudar conforme as características edafoclimáticas das regiões diferem da de São Paulo e, também, conforme a oferta de grãos para terminação intensiva no período da seca é maior. Quanto maior a oferta de grãos, maior tende a ser o volume de gado confinado, reduzindo a diferença entre o volume ofertado na safra e na entressafra.

ANOS ATÍPICOS

Quando há choques na cadeia, os preços podem não se comportar dessa forma, como tem ocorrido em 2017. Se não há problemas políticos ou extremos climáticos, entretanto, a sazonalidade é uma boa ferramenta para a tomada de decisão e o planejamento da produção.

 

RECADO FINAL

Pecuarista, 2017 é um dos mais desafiadores anos  para a cadeia. Além de olhar para o mercado no curto prazo, uma estratégia é compreender como os preços se comportam. A rentabilidade da sua atividade não é apenas resultado do preço de venda dos seus animais. Porém, planejar o momento de venda pode trazer melhores resultados. Além disso, intensificar sua produção também é uma forma de girar mais rapidamente seu fluxo de caixa. Compreender a sazonalidade no custo de produção também é estratégico. Para ajudá-lo a planejar seus desembolsos, esse será o tema do próximo Noticiário Tortuga. Fique ligado!

Esta análise foi realizada com os dados de boi gordo do Cepea. A base de dados é composta por informações de escritórios de compra e venda, do frigorífico e POR VOCÊ, pecuarista.

 

Sempre que vender seus animais, informe o Cepea. Não tem custo, mantemos sigilo absoluto e você ainda recebe análises como essa, gratuitamente. Para comunicar seus negócios, basta enviar uma mensagem pelo Whatsapp para o número (19) 99420-3080, dizendo “vendi meu gado e quero informar”. Entraremos em contato assim que recebermos sua mensagem.

METODOLOGIA

Estes resultados foram calculados com base no modelo de sazonalidade descrito por Hoffmann (2002), aplicado para commodities. Esse método normaliza as variações da série, diminuindo os efeitos abruptos ou atípicos de uma base de dados. Pretende-se, assim, buscar um valor matemático que expresse o comportamento de preços em período típicos, em que não há choques de oferta, nem de demanda.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Quer ter bons resultados na produção de bovinos? Cuide bem dos sues cavalos!  
Cuide bem dos seus cavalos!
 
 

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Efeito “poupa terra”: Como intensificar a sua produção com o confinamento de gado de corte


Ao longo dos últimos 500 anos, o sistema extensivo de produção de bovinos, caracterizado pela criação de animais exclusivamente a pasto, cresceu de forma expressiva por todo o Brasil... Leia mais

30/05/2018 | Autor: Marcos Sampaio Baruselli - Zootecnicsta, Gerente da categoria Confinamento

 

17/01/2018 | Autores: Sergio De Zen, Thiago Bernardino de Carvalho, Mariane Crespolini e Marianne Tufani

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A bovinocultura de corte apresenta inúmeros desafios e tem passado por mudanças significativas, com ganhos expressivos em produtividade. Alguns riscos, se analisados ao longo do tempo, podem ser minimizados quando identificado um comportamento comum na série de dados. Analisar o comportamento sazonal  dos  preços, a partir de dados diários, é uma das estratégias para a tomada de decisões do pecuarista e o planejamento de sua produção. Essa observação pode ser útil na hora da compra de insumos e, também, na venda dos animais.

No caso do boi gordo, em relação aos preços médios reais deflacionados pelo IGP-DI de set/2017, verificou-se que maio é o mês que tende a apresentar os menores preços da arroba na série histórica do Cepea para as regiões de São Paulo, iniciada em 1997. A diferença entre os mínimos e máximos anuais, com base na série do Cepea, fica entre 7,49% e 7,60% para as praças que integram Araçatuba, Bauru/Marília, São José do Rio Preto e Presidente Prudente. Já para o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do Boi Gordo, a variação é de 7,67%, conforme ilustrado na Figura 1.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

O que a Figura 1 demonstra é que, por exemplo, se o produtor está em abril com o animal pronto para abate, aguardando que o valor da arroba suba em maio, é importante que ele tenha em mente que a probabilidade de isso ocorrer é pequena em anos típicos, considerando-se as estatísticas históricas. Nesse sentido, é importante que ele saiba quanto o animal vai custar por mais um mês na propriedade, bem como o ganho de peso estimado.

Entre fevereiro e maio, a sazonalidade não só fica abaixo da linha vermelha como segue em queda.  Isso  pode ser explicado pela lei da oferta e da demanda. Conforme chega o final do período das águas, o volume de animais prontos para o abate é maior. De acordo com estimativas do Cepea, aproximadamente 90% dos animais são terminados a pasto no Brasil. Do mesmo modo, a partir de maio, a oferta de animais começa a se reduzir e o índice de sazonalidade sobe, sendo superior a 100 (a média) a partir de setembro.

 

CONFINAMENTO

Como apresentando na Figura 1, a partir de setembro, o índice supera a linha vermelha: ou seja, os preços tendem a subir, atingindo o ápice de 104,09 em novembro. Para confinadores, essa é uma informação estratégica, uma vez que os animais terminados nesse mês podem chegar aos maiores valores do ano.

Após as chuvas se regularizarem, de setembro em diante, em dois ou três meses, o volume de gado gordo a pasto passa a aumentar. A partir de novembro, o índice começa a ceder, mas mantém-se acima de 100 até janeiro e em 100 em fevereiro, caindo a partir de então.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

TRADUZINDO PARA OS PREÇOS

O índice de sazonalidade é uma ferramenta estatística. Porém, o pecuarista pode observá-lo no dia a dia. A Figura 2 ilustra a diferença dos preços médios reais, isto é, descontada a inflação, entre maio e novembro, desde 1998. Em quatro dos 19 anos, os preços em novembro foram inferiores aos de maio. Ainda assim, pouco abaixo, cerca de 4% ou 5%. Por outro lado, as altas são expressivas e alcançam 33% em 2010.

OUTRAS REGIÕES

Ao analisar o índice de sazonalidade nas 24 praças acompanhadas pelo Cepea, incluindo as quatro do estado de São Paulo, 54% delas apontam maio como o mês de menor preço, e novembro, o de maior. A sazonalidade tende a mudar conforme as características edafoclimáticas das regiões diferem da de São Paulo e, também, conforme a oferta de grãos para terminação intensiva no período da seca é maior. Quanto maior a oferta de grãos, maior tende a ser o volume de gado confinado, reduzindo a diferença entre o volume ofertado na safra e na entressafra.

ANOS ATÍPICOS

Quando há choques na cadeia, os preços podem não se comportar dessa forma, como tem ocorrido em 2017. Se não há problemas políticos ou extremos climáticos, entretanto, a sazonalidade é uma boa ferramenta para a tomada de decisão e o planejamento da produção.

 

RECADO FINAL

Pecuarista, 2017 é um dos mais desafiadores anos  para a cadeia. Além de olhar para o mercado no curto prazo, uma estratégia é compreender como os preços se comportam. A rentabilidade da sua atividade não é apenas resultado do preço de venda dos seus animais. Porém, planejar o momento de venda pode trazer melhores resultados. Além disso, intensificar sua produção também é uma forma de girar mais rapidamente seu fluxo de caixa. Compreender a sazonalidade no custo de produção também é estratégico. Para ajudá-lo a planejar seus desembolsos, esse será o tema do próximo Noticiário Tortuga. Fique ligado!

Esta análise foi realizada com os dados de boi gordo do Cepea. A base de dados é composta por informações de escritórios de compra e venda, do frigorífico e POR VOCÊ, pecuarista.

 

Sempre que vender seus animais, informe o Cepea. Não tem custo, mantemos sigilo absoluto e você ainda recebe análises como essa, gratuitamente. Para comunicar seus negócios, basta enviar uma mensagem pelo Whatsapp para o número (19) 99420-3080, dizendo “vendi meu gado e quero informar”. Entraremos em contato assim que recebermos sua mensagem.

METODOLOGIA

Estes resultados foram calculados com base no modelo de sazonalidade descrito por Hoffmann (2002), aplicado para commodities. Esse método normaliza as variações da série, diminuindo os efeitos abruptos ou atípicos de uma base de dados. Pretende-se, assim, buscar um valor matemático que expresse o comportamento de preços em período típicos, em que não há choques de oferta, nem de demanda.