Grãos ricos em nutrientes estão em falta nas dietas norte-americanas

Por: Editores de Talking Nutrition

A popularização das dietas isentas de glúten está associada à deficiência de nutrientes importantes.

 

Resumo

  • Seja em decorrência de uma maior conscientização em relação ao papel do glúten na doença celíaca ou suas associações popularizadas com outros problemas de saúde, a dieta isenta de glúten emergiu como significativa tendência nutricional nos EUA e, cada vez mais, mundialmente .
  • Um novo estudo, publicado em Nutrients, confirma que os americanos não estão incluindo grãos em quantidade suficiente nas suas dietas. Em consequência, não estão obtendo níveis suficientes de nutrientes essenciais, incluindo fibra alimentar, folato e cálcio, entre outros 
  • Os fabricantes deveriam considerar a adição de diversas vitaminas, minerais e nutrientes diferentes nos alimentos para aqueles que aderirem às dietas isentas de glúten 

Seja em decorrência da maior conscientização a respeito do papel do glúten na doença celíaca ou suas associações popularizadas com outros problemas de saúde, a dieta isenta de glúten emergiu como significativa tendência nutricional na América e, cada vez mais, em todo o mundo. De acordo com um artigo da Forbes, 3,1 milhões de pessoas apenas nos Estados Unidos seguem uma dieta isenta de glúten; 72% delas são pessoas que não sofrem da doença celíaca, mas evitam o glúten. O número de americanos que seguem planos de refeições sem glúten triplicou desde 2009.

Com a crescente predominância das dietas isentas de glúten, assim como a adoção continuada das dietas com restrição de carboidratos, há um declínio do consumo de grãos no país, como pães, tortilhas e cereais prontos para comer. A desvantagem de se restringir o consumo de grãos é a perda de um importante veículo para a ingestão de nutrientes fundamentais, dos quais muitos americanos estão em déficit. Um novo estudo, publicado em Nutrients, confirma que os americanos não estão incluindo grãos em quantidade suficiente nas suas dietas. Assim, não estão obtendo níveis suficientes de nutrientes essenciais, incluindo fibra alimentar, folato e cálcio, entre outros.

“Os grãos, coletivamente, quer mediante enriquecimento e/ou fortificação, são uma parte fundamental das práticas nutricionais norte-americanas”, explicam Yanni Papanikolaou e Victor L. Fulgoni III, os autores do estudo. Recomendações das Diretrizes Nutricionais para os Americanos (Dietary Guidelines for Americans, DGA) de 2015-2020 sugerem que os americanos deveriam incluir 170 gramas de grãos diariamente em uma dieta de 2000 calorias, com metade desse total sendo constituído por grãos integrais. A maioria das dietas, contudo, é severamente deficiente, e o norte-americano médio consome menos do que 30 gramas de grãos integrais por dia.

O estudo de Papanikolaou e Fulgoni tem múltiplas implicações. A primeira é que o pão tem uma má reputação. No caso de consumidores que não optam por restringir os alimentos baseados em grãos por razões médicas, a chave é considerar a moderação no consumo de pães e produtos à base de grãos. Os autores alertam que pães podem oferecer mais de 10% da fibra alimentar, folato e ferro dos adultos e, ao mesmo tempo, contribuir com menos de 9% do sódio, 4% da gordura total e 3% da gordura saturada. Assim, não há necessidade de eliminar esses alimentos da sua dieta . Os cereais prontos para comer reforçam esse ponto ainda mais já que esses produtos fazem contribuições mínimas às calorias, sódio, açúcar total, gordura total e gordura saturada e, ao mesmo tempo, oferecem ao organismo nutrientes importantes, incluindo folato, ferro, magnésio, tiamina, niacina, zinco e vitaminas fundamentais.

Os grãos representam 20% das fibras alimentares, folato e ferro da dieta, assim como 10% do cálcio, magnésio e vitamina A. O estudo também indica essa oportunidade de incorporar nutrientes comumente encontrados em alimentos à base de grãos em outros alimentos básicos isentos de glúten. O mercado de alimentos isentos de glúten está crescendo, com as vendas de alimentos sem glúten aumentando 12,6% em 2016, de acordo com o Euromonitor. Os fabricantes, portanto, podem querer considerar a inclusão das seguintes vitaminas, minerais e nutrientes nos alimentos para aqueles que aderirem a dietas isentas de glúten e também para aqueles que simplesmente não seguem as recomendações nutricionais das DGA:

  • Fibra alimentar
  • Folato 
  • Ferro 
  • Cálcio 
  • Magnésio 
  • Vitamina A 
  • Tiamina (vitamina B1) 
  • Zinco 
  • Niacina (vitamina B3) 

Esses nutrientes são essenciais e têm um papel importante em funções orgânicas que incluem a contração muscular, a transmissão nervosa, o desenvolvimento ósseo e a atividade enzimática, entre outras. No caso de consumidores que não podem ou não desejam incluir alimentos à base de grãos em sua dieta, opções formuladas de maneira a incluir nutrientes-chave apelam para uma porção específica do mercado de produtos sem glúten.

Publicado

28 Setembro 2017

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  • Vitaminas
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Referências

McCarthy, Neil. “The Number Of Americans Going Gluten-Free Has Tripled Since 2009.” Forbes. Forbes Media, 17 Jan., 2017. Web.

Papanikolaou, Yanni, and Victor Fulgoni. “Grain Foods Are Contributors of Nutrient Density for American Adults and Help Close Nutrient Recommendation Gaps: Data from the National Health and Nutrition Examination Survey, 2009–2012.” Nutrients 9, no. 8 (2017): 873. doi:10.3390/nu9080873.

Terazono, Emiko. “Healthy appetites drive jump in sales of gluten-free foods.” Financial Times. A Nikkei Company, 30 Apr., 2017. Web.

McCarthy, Neil. “The Number Of Americans Going Gluten-Free Has Tripled Since 2009.” Forbes. Forbes Media, 17 Jan., 2017. Web.

 

 

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