Caminho para o conceito premium em cerveja

Procurando oportunidade em tempos desafiadores

Procurando oportunidade em tempos desafiadores

Tempos atrás, se você entrasse em uma cafeteria e pedisse um “latte light”, dificilmente teria seu pedido atendido. Hoje, é claro, é um grande negócio.

Então, poderíamos estar prestes a testemunhar a “cerveja light” se consolidar no universo das cervejas?

Desde o Slightly Mighty (um volume de álcool de 4%, 95 calorias, “IPA de baixa caloria”) até grandes marcas como Michelob e sua marca Ultra de 95 calorias, estamos observando o surgimento gradual da cerveja abaixo de 100 calorias. Assim como a Craft Revolution dos últimos anos, essa tendência está sendo impulsionada por uma nova (e crescente) onda de consumidores mais jovens e exigentes.

Mas essa sede por uma experiência diferenciada de beber cerveja não se resume apenas a calorias mais baixas.

Todos nós sabemos que os exigentes consumidores de cerveja de hoje estão procurando mais opções. A pergunta-chave é: o que especificamente eles irão escolher? E como nós, como indústria cervejeira, poderíamos reagir a isso em tempos que, como é do conhecimento de todos, são muito desafiadores?

O caminho para o conceito premium

Nosso relatório constatou que a cerveja parece ser cada vez mais considerada pelos consumidores como um produto Premium. Mas “Premium” não é apenas mais um sabor...

Especificamente, nossa pesquisa indicou uma forte demanda não só por cervejas de baixa caloria, mas também por cervejas sem glúten e cervejas “locais” (e cervejas sem álcool).

Mais importante ainda, constatamos que os consumidores estão preparados e dispostos a pagar por esses novos e atraentes benefícios funcionais da cerveja.

A sustentabilidade continua em alta

Está ficando claro que as mudanças climáticas provavelmente afetarão a qualidade e a disponibilidade das matérias-primas, o que terá efeitos prejudiciais tanto para os produtores quanto para os consumidores. Além disso, a produção sustentável de cerveja possibilita economia de custo, o que pode impulsionar um desempenho aprimorado. Em resposta, as cervejarias estão se comprometendo com práticas de fabricação mais sustentáveis.

A Heineken, por exemplo, lançou seu programa “Drop the C“ para articular suas ambições de emissões de carbono reduzidas. A Carlsberg está usando cola (em vez de plástico) para agrupar packs com seis latas de cerveja (leia sobre suas iniciativas sustentáveis aqui) e a ABInbev está administrando um programa para apoiar os agricultores locais na África de quem ela adquire cereais para a produção. Você pode ler mais sobre as ambições sustentáveis da ABInbev aqui.

Cervejeiras menores também querem fazer a diferença e as conversas no mundo da produção de cervejas artesanais giram cada vez mais em torno das oportunidades de adotar e promover agendas de sustentabilidade.

Prova de prêmio

Gostaria de acrescentar que o nosso relatório se relaciona com a minha própria pesquisa “pessoal”. 

Meu irmão me levou recentemente a um dos novos pubs de cerveja artesanal na minha cidade natal do Porto. Como grande apreciador de cerveja (sendo do norte de Portugal, normalmente prefiro a Super Bock), fiquei surpreso em encontrar uma ampla variedade de cervejas.

Cada uma tinha sua própria história: de onde veio, como foi preparada, de onde os ingredientes foram obtidos... era como ler uma autobiografia de cerveja! O destaque? Bem, tivemos dois.

A primeira foi uma cerveja super sofisticada, envelhecida em barris de vinho do Porto! A segunda, uma cerveja produzida usando energia solar, que para mim é um ponto importante de diferença porque eu não quero beber cerveja com uma enorme pegada de carbono.

Ambos tinham uma característica muito importante em comum:

Eles eram produtos premium e altamente diferenciados pelos quais os consumidores (como eu) estavam muito felizes em pagar um preço premium. 

Um raio de esperança para cervejeiros de mente aberta em todos os lugares.

 

Baixar relatório

Aqui na DSM, recentemente perguntamos a 1.000 consumidores de cerveja, distribuídos em quatro continentes, sobre as tendências futuras como parte do nosso mais recente relatório Global Insights (realizado de forma independente).

Published on

13 August 2020